盗難防止根付 TŌNAN BŌSHI NETSUKE

盗難防止根付 TŌNAN BŌSHI NETSUKE

Este objeto é um dispositivo antifurto vitoriano para relógios de bolso, projetado no final do século XIX (por volta da década de 1890). Feito em latão e geralmente moldado no formato de uma bolota (noz), o acessório funcionava como um pingente preso à corrente do relógio de bolso. Em inglês, o termo catalogado por historiadores e colecionadores de antiguidades é “anti-pickpocket watch fob (pingente antifurto de relógio de bolso) ” ou “pocket watch theft detector (detector de furto de relógio de bolso) “. Na literatura de época e em registros de patentes do século XIX, ele costumava ser chamado informalmente de “pickpocket snare” que se traduz literalmente como “armadilha para batedor de carteiras”.

Este dispositivo é uma invenção de nicho originária da Europa e da América e era principalmente acoplado aos relógios de bolso em países como a Grã-Bretanha e os Estados Unidos. O dispositivo era fixado à corrente do relógio e colocado dentro do bolso do colete ou jaqueta. Se um ladrão tentasse puxar o relógio rapidamente, o puxão ativaria o mecanismo, fazendo com que três ou quatro pinos pontiagudos se expandissem para fora, como uma ancora. Os pinos se prendiam ao tecido do bolso, impedindo que o relógio fosse retirado com facilidade.

Apesar do dispositivo ser semelhante a um utensilio que foi muito usado e popular no Japão, o 根付 Netsuke (um pequeno pingente decorativo), não há registros históricos claros ou evidências de que esse dispositivo antifurto tenha sido comumente usado ou difundido no Japão durante os períodos 明治 Meiji (1868 – 1912) e 大正 Taishō (1912 -1926).

No Japão, com a cultura do 着物 Kimono, após a era Meiji os relógios de bolso (tanto japoneses quanto ocidentais) tornaram-se populares, mas o 着物 Kimono e 袴 Hakama (vestimentas tradicionais japonesas) não possuíam bolsos profundos como os das vestimentas ocidentais. Portanto, era comum prender os relógios ao 帯 Obi (faixa) usando um 根付 Netsuke ou escondê-los no peito atado a um 組紐 Kumihimo (cordão trançado) em vez de uma corrente de metal.

Assim, o método predominante para evitar o roubo ou a perda de relógios de bolso não era um dispositivo tão agressivo, mas sim uma abordagem mais simples.

Portanto, embora não se possa descartar a possibilidade de ter sido trazido do exterior por comerciantes ou colecionadores da moda da época, não encontrei relatos ou documentos que comprovem a utilização no Japão.